O México fechou a embaixada do país em Quito neste domingo (7/4) após romper relações com o Equador devido à invasão policial na sede diplomática para capturar o ex-vice-presidente equatoriano, Jorge Glas.

O grupo de 18 pessoas, composto por funcionários e suas famílias, foi levado ao aeroporto acompanhado pelos embaixadores da Alemanha, Panamá, Cuba e Honduras, que garantiram que sua integridade fosse respeitada, de acordo com o governo mexicano.

“Nosso pessoal diplomático deixa tudo no Equador e volta para casa com a cabeça erguida e o nome do México em alto após a invasão de nossa embaixada”, informou a chanceler do México, Alicia Bárcena, na rede social X.

Os mexicanos estão viajando em uma companhia aérea comercial após descartarem enviar um avião militar devido às tensões.

A imprensa foi convocada para uma mensagem da delegação, liderada pela embaixadora Raquel Serur, que foi declarada “persona non grata” por Quito, e pelo chefe de missão, Roberto Canseco, que foi detido pela polícia durante a incursão de sexta-feira.

A saída dos diplomatas ocorre depois que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, declarou a ruptura de relações devido à entrada da polícia na embaixada, um fato nunca antes visto no mundo e condenado por países latino-americanos e também pelos Estados Unidos.

A Nicarágua emulou o México e também rompeu relações com o Equador no sábado (6/4).

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e as Nações Unidas também rejeitaram essa ação que atenta contra “a inviolabilidade” das instalações diplomáticas consagrada na Convenção de Viena de 1961.

Neste domingo (7/4), a Espanha e a União Europeia se juntaram à rejeição, destacando a necessidade de respeito às normas internacionais.

*Com informações Itatiaia e AFP

By souza

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