ADATA investe R$ 374 milhões e amplia fábrica em Manaus para produzir servidores de alta potência
Segundo prédio da companhia entrou em operação em 2026 e receberá a produção atualmente concentrada em São Paulo; expansão mira o mercado de datacenters, inteligência artificial e computação de alto desempenho
A ADATA ampliou sua presença industrial na Zona Franca de Manaus (ZFM) com a entrada em operação de um segundo prédio na capital amazonense. A nova estrutura será utilizada também para receber a produção de servidores de alta potência, atualmente concentrada em Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo.
A transferência da linha para Manaus está prevista para ser concluída até dezembro e representa uma ampliação da participação da unidade amazonense na operação industrial da companhia no Brasil.
Manaus entra na produção de servidores de maior potência
A nova estrutura será preparada para fabricar equipamentos destinados a datacenters, segmento que vem acompanhando o avanço da demanda por infraestrutura relacionada à inteligência artificial e à computação de alto desempenho (HPC).
A capacidade de produção dependerá dos projetos contratados e das concorrências vencidas pela companhia. Para o primeiro modelo de servidor de alta potência previsto para a nova operação, o lote inicial deverá levar entre três e quatro meses para ser produzido.
A ADATA fabrica servidores no Brasil desde 2024, em parceria com a Giga Computing. Nesse modelo, a empresa é responsável pela manufatura e pelos serviços industriais e logísticos, enquanto os produtos e a marca pertencem à parceira.
“A diversificação da produção exige não apenas novas linhas e equipamentos, mas também conhecimento técnico e capacidade de desenvolvimento”, afirma Nivaldo Gagliardo, vice-presidente de Operações da ADATA.
Plano de expansão prevê R$ 374 milhões
A expansão da operação em Manaus faz parte de um plano de investimentos anunciado pela ADATA em 2024. O projeto prevê R$ 374 milhões destinados à ampliação da produção nacional e à incorporação de novas tecnologias.
Do total, R$ 290 milhões foram financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Segundo a companhia, parte dos recursos já foi aplicada na aquisição de equipamentos para ampliar a capacidade produtiva de memórias DDR5 e na implementação das tecnologias necessárias à fabricação de memórias destinadas a dispositivos móveis.
Operação brasileira ganha escala
A unidade de Santo Antônio de Posse marcou a entrada industrial da ADATA no Brasil, em 2017. Inicialmente, a fábrica atuava no encapsulamento de circuitos integrados e em testes de módulos DRAM.
Em 2019, a unidade paulista passou também a realizar montagem local por meio da tecnologia SMT (Surface Mount Technology).
A operação em Manaus começou em 2021, inicialmente com montagem SMT e testes de módulos DRAM e unidades de armazenamento SSD.
Com o novo prédio e a transferência da produção de servidores, as atividades industriais passam a ser distribuídas de maneira mais ampla entre as duas unidades.
Expansão deve gerar 65 novos empregos
A ADATA emprega atualmente 510 trabalhadores diretos no Brasil. A expansão da produção de servidores deverá acrescentar outros 65 postos de trabalho até o fim de 2026.
Segundo a companhia, aproximadamente 90% da produção realizada no Brasil é destinada ao mercado nacional. A operação brasileira já representa cerca de 20% do resultado global do grupo.
ADATA avalia novos segmentos
Além da expansão em andamento, a empresa prevê novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento ao longo de 2026.
A companhia também avalia oportunidades industriais em áreas como automação comercial, automação industrial e mercado automotivo, além de outros segmentos que ainda estão em estudo.
A ampliação da unidade de Manaus reforça a estratégia da ADATA de aumentar sua capacidade produtiva no Brasil e posicionar a operação amazonense em segmentos de maior complexidade tecnológica, especialmente aqueles relacionados a datacenters, inteligência artificial e computação de alto desempenho.