José Ricardo denuncia perseguição política que resultou na demissão de professores que não apoiaram a campanha do prefeito de Nova Olinda

José Ricardo denuncia perseguição política que resultou na demissão de professores que não apoiaram a campanha do prefeito de Nova Olinda

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O deputado José Ricardo Wendling (PT) denunciou nesta terça-feira (28) que o prefeito de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus) está perseguindo todos os professores que não lhe apoiaram na campanha política do ano passado. “Dezenas de professores foram demitidos por isso. Muitos são pós-graduados e atuavam há 10, 12 e até 14 anos no Município. Alguns estavam até em processo de qualificação por programas do governo federal e foram surpreendidos com a demissão”, declarou.

 

De acordo com denúncia dos professores, o prefeito contratou sem realizar concurso público ou processo seletivo pessoas para ocupar as vagas, algumas sem qualificação. “Vamos acompanhar um grupo de professores que irá levar as denúncias aos órgãos de fiscalização do Estado. Existem critérios para demitir e para selecionar servidores públicos e o prefeito não pode decidir isso, num ato puramente político. Educação é uma área fundamental, que precisa de professores qualificados para atuar nas salas de aula, caso contrário, pode comprometer a qualidade do ensino”, completou o parlamentar, ressaltando que recebeu essas denúncias na visita que fez ao Município na última sexta-feira (24).

 

Aleam tem responsabilidade em possível fraude nos incentivos do combustível

Denúncia feita na Câmara Municipal de Manaus (CMM) de que as empresas do transporte coletivo de Manaus não consumiam o total de combustível que compravam com o incentivo fiscal do Governo do Estado, vendendo o excedente para o “mercado negro”, resultou em comentário contundente do deputado José Ricardo.

 

Para ele, a maioria dos deputados tem responsabilidade nessa história, porque esse projeto foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), sem nunca as empresas terem sido fiscalizadas ou cobradas a apresentar prestação de contas. “Votei contra esse projeto, que não tinha transparência ou demonstrativo financeiro da planilha de custo que justificasse a necessidade desse benefício, aprovado sob as ordens do governador. Assim como acontecem com quase todos os projetos do Governo enviados a esta Casa. Por isso, sempre cobro que temos que fiscalizar bem essas propostas. Esse é o papel do parlamentar”, disse José Ricardo.

 

Na semana passada, o petista ingressou com Termo de Aditamento à representação que protocolou no mês passado tanto no Ministério Público do Estado (MPE) quanto no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o reajuste da tarifa de ônibus, que em menos de um mês passou por dois aumentos, um primeiro, que foi de R$ 3 para R$ 3,55 (tarifa técnica) e R$ 3,30 (tarifa operacional) pagos na catraca, e depois para R$ 3,80. Após levantamento feito por sua assessoria, o deputado traz informações complementares com novos dados, confirmando que quase 20% da frota de ônibus já estão ou no limite máximo do tempo de vida útil dos veículos, que é de dez anos, ou já ultrapassados. “Confirmamos que a frota de ônibus da cidade está envelhecida. Pela Loman, a média de vida útil dos veículos deveria ser de seis anos, e o limite máximo de dez. Mas somente duas das dez empresas do sistema estariam dentro dessa média. Porque a média geral dos cerca de 1,5 mil ônibus seria de sete anos”.

 

Apesar de ter concedido o reajuste no final do mês passado, a Prefeitura de Manaus irá repassar R$ 5 milhões em subsídios aos empresários de ônibus, sem justificar e nem detalhar para a Câmara Municipal (CMM) os dados técnicos, jurídicos e fiscais que respaldam essa medida. “É um absurdo. Mostra de que lado está o prefeito, bem como os vereadores que aprovaram mais esse subsídio, que é o lado dos empresários, contra a população”, disparou o deputado

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